segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Batismo na comunidade

Ontem à noite tivemos batismo na comunidade. É sempre um privilégio participar de um momento tão importante como esse. A fé e a paixão destes irmãos nos contagia. Ver cada um deles mergulhar na água, declarando sua morte para um velho estilo vida independente de Deus e a ressurreição para uma nova vida comprometida com o Reino é inspirador. Cada um deles tem uma história diferente, mas em cada um a obra transformadora do Espírito Santo é muito clara. Ao batizá-los assumimos também o compromisso de caminharmos junto com eles e assim o batismo torna-se um momento coletivo e comunitário. O álbum completo das fotos pode ser acessado através do link abaixo

domingo, 25 de novembro de 2007

O Reino de Deus muda a nossa visão do mundo

A vida de Jesus é um retrato de como o Reino de Deus afeta todas as áreas da nossa vida. Lucas 2.52 afirma que entre outras áreas ele crescia também em sabedoria. O REINO ENTRE NÓS muda as lentes pelas quais vemos o mundo. Todos nós temos uma visão particular da vida, do mundo, de Deus, de nós mesmos e das outras pessoas. É o que os sociólogos chamam de Cosmovisão. É a forma como vemos e entendemos o universo e que define e interpreta a nossa realidade. Funcionam como um par de óculos na mente. Estas lentes afetam meu estado psicológico e minha busca pela felicidade. Para termos vidas mais plenas temos que corrigir as distorções que temos da vida, do mundo, de Deus, de nós mesmos e dos relacionamentos. Maurício Cunha e Beth Wood,  em seu livro ‘O Reino entre nós’, publicado pela Editora Ultimato, falam de três lentes: secularismo, animismo e do teísmo bíblico. O REINO ENTRE NÓS NOS LIVRA DO SECULARISMO. Uma das visões distorcidas da realidade é o Secularismo, que enxerga tudo como material e lógico. Segundo esta visão o mundo sobrenatural não existe.  Não há Deus e se existe não temos acesso a ele.  É a visão que prevalece no mundo moderno. Suas manifestações mais conhecidas são o hedonismo (busca pelo prazer) e o consumismo. Infelizmente a Igreja tem sido muito influenciada por ele também, por incrível que pareça. O REINO ENTRE NÓS NOS  LIVRA DO MISTICISMO. A visão oposta ao Securalismo prega que tudo é espiritual e que o mundo físico ao nosso redor é apenas uma ilusão. Nossos problemas são causados pela ira dos deuses. Temos que apaziguar estas entidades com oferendas e sacrifícios para que tenhamos vidas felizes. A Nova Era é uma expressão conhecida desta visão.  O misticismo está presente na Igreja com roupas e símbolos cristãos, superespiritualizando a vida e nos impondo barganhas com Deus ou atribuindo tudo que nos acontece à demônios. O REINO ENTRE NÓS NOS REVELA A VERDADE. Através do Jesus que é Emanuel, Deus conosco, nós encontramos a Verdade. Na visão bíblica o mundo natural existe, foi Criado por Deus e continua aberto à sua ação sobrenatural. Os problemas e dificuldades que enfrentamos são conseqüências do nosso pecado e rebelião contra o Criador. A solução dos nossos dilemas está na transformação das nossas mentes e corações. É o arrependimento (metanóia). É um processo progressivo e crescente. É um processo participativo, relacional e interativo entre Criador e criatura, natural e sobrenatural. O REINO ENTRE NÓS AFETA TODA A NOSSA VIDA. Estamos aprendendo a re-interpretar a realidade baseados no relacionamento com Jesus. Temos em nós um novo princípio, uma nova sabedoria e novos óculos. A escolha por Jesus é uma escolha consciente e inteligente. A maneira como olhamos para as coisas é diferente. Nossa vida ganha valor e significado. Deixamos de ser levados pelo mundo ao nosso redor e seu sistema de pensamento, para escolher a vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável. Deus não é mais uma entidade distante e sim o nosso Pai. Agora não somos apenas mais um, pois somos filhos amados em quem o Pai tem alegria e prazer. Nossos relacionamentos passam a ser canais onde damos e recebemos da vida em abundância que recebemos do Senhor. Nossos problemas ganham uma nova perspectiva e tornam-se oportunidades de crescimento e amadurecimento. Através deles aprendemos a depender mais de Deus e desfrutamos ainda mais do seu consolo e da sua paz, que excede toda compreensão. Jesus que é a verdade e a vida, também é o nosso caminho para Deus. Estamos caminhando, vivendo e aprendendo com Jesus. Somos comunidade de Jesus, comunidade do Reino e por isso oramos sempre como ele nos ensinou: Venha o teu Reino! 

Milton Lucas

sábado, 24 de novembro de 2007

Uma noite de gratidão

Na última quinta reunimos nossas comunidades caseiras para celebrar o 'Dia Internacional de Ação de Graças'. A festa de origem americana (estadunidense) é também uma festa oficial brasileira, comemorada na quinta-feira da quarta semana de novembro. É uma ótima oportunidade de agradecermos a Deus, enquanto olhamos para o ano que está terminando e antes de entrarmos na badalação das outras festas de final de ano, incluindo aqui Natal e Ano-Novo, mas também todas as formaturas, confraternizações, churrascos, amigos-secretos, encerramentos e coisas do gênero que inundam nossa agenda de final de ano. Nossa festa teve louvor, palavra (resumida no texto logo abaixo), testemunhos, ceia, oração, comida e muita alegria.  O álbum de fotos completo está no link abaixo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Gratidão coerente, lógica e inteligente

Ao ouvir isso, Jó levantou-se, rasgou o manto e rapou a cabeça. Então prostrou-se, rosto em terra, em adoração e disse ... O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor’  Jó 1.20-21 Olhando com atenção os fatos e a reação de Jó, eu me me pergunto: será possível uma reação dessas? Não seria uma falta de inteligência agradecer a Deus por ter perdido seus filhos e a maior parte do seu patrimônio. Tudo isso por um capricho de Deus ao ceder ao desafio de Satanás (leia capítulo 1 completo para entender o contexto).  O que acontece na verdade é que Deus estava afirmando Jó diante de Satanás. Era como se disse-se: olha ali alguém que foi capaz de fazer o que você não fez.  A resposta de Satanás foi uma acusação:  ele o adora em proveito próprio, veja quanta coisa ele recebe em troca!  Junto com Jó, Deus mostra ao seu Adversário, que é possível sim escolhe-lo, amá-lo, adorá-lo, serví-lo.  No fim dessa história Deus restaura Jó e lhe dá muito mais do que tinha antes, calando Satanás. Antes que os teólogos da prosperidade de plantão afirmem que conseguir multiplicar seu patrimônio e a razão da nossa adoração é importante notar que esta história não é a respeito de bens, posses ou conquistas e re-conquistas. Ela é a respeito de fidelidade, confiança, fé. Nossa adoração faz parte de um conflito maior, de um conflito cósmico, do embate entre dois reinos. ‘Deêm graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus’ 1 Tessalonicenses 5.19 Ao nos orientar a sermos agradecidos em tudo, Paulo parece entender que quando vemos nossa existência a partir deste contexto maior, podemos simplesmente ser agradecidos por tudo. Entender que podemos fazer isso porque estamos em Cristo. Sabemos o final da história e seu contexto. Lembrar que teremos muitas batalhas, mas a guerra já está vencida. ‘E eles venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram’ Apocalipse 11.11 É como se Jó e Paulo tivessem a mesma visão de João, e antecipassem o fim do livro. O sangue do Cordeiro nos dá a vitória! A palavra do nosso testemunho também! Nossa reação faz parte de um conflito maior. Estamos do lado vencedor! Com nossas palavras e com a nossa vida, celebramos a vitória do Cordeiro ontem, hoje e eternamente! Nossa adoração e nossa gratidão não são burras. Não somos patetas que se conformam com qualquer coisa e anestesiam seu sofrimento cantando musiquinhas para Deus ou fazendo orações conformistas a respeito de nossos pseudo-fracassos no caminho. Nossa adoração e nossa gratidão estão conectadas com a Grande História. Por isso ela é coerente, lógica e inteligente. 

Não confio mais!

Mesmo tendo pastor, não confio mais nos pastores televisivos. A televisão transforma pessoas comuns em ídolos. E os ídolos existem para serem adorados pelas pessoas. A televisão causa uma mutação na percepção da realidade dos pastores, que começam humildes e sozinhos seus programas, e pouco tempo depois, pedem para os telespectadores bancarem seus programas. A história tem mostrado que, mais dia menos dias, os pastores televisivos caem em contradições: adultérios, sonegações fiscais, associações com gente suspeita, enriquecimento desconfiável, entre tantas outras falcatruas. Mesmo sendo músico e integrando o grupo de louvor da minha comunidade, não confio mais nos ministros de louvor. Os púlpitos parecem mais palcos para apresentação dos artistas evangélicos. Eles querem brilhar mais que a própria Estrela da manhã. Alguns transformam a igreja em academia: “vira pro lado e fala...”; “levanta a mão e declara...”; “pula na presença de Deus...”; “agora grita...”. O Brasil evangélico de hoje tem centenas de cantores, instrumentistas e grupos... um querendo vender mais que o outro. Tem “louvor” para todos os gostos: louvor profético, louvor apostólico, louvor extravagante, louvor para evangelismo, louvor para guerra espiritual, louvor para restituição, louvor para determinação, louvor para atrair a presença de Deus, louvor para espantar a presença do diabo, louvor para meditação. Estou sentindo falta do louvor para louvar somente a Deus. Mesmo crendo que Jesus não muda e ainda realiza milagres, não confio mais nos milagres que acontecem. Os evangelhos mostram um cotidiano comum de um judeu chamado Jesus e seus 12 amigos. De vez em quando, em caráter excepcional, aparece um ato extraordinário. Mas hoje, se um culto acabar sem ninguém curado, esse é o fato extraordinário. Na igreja evangélica brasileira milagre virou algo comum. Não confio mais nas pessoas que ficam propagando os milagres recebidos. Várias vezes Jesus disse para os curados não falarem nada pra ninguém. Desde que inventaram o placebo, descobri que o cérebro é capaz de coisas extraordinárias! Mesmo tendo uma confissão de fé reformada e evangélica, não confio mais quando alguém me diz que é evangélico. Tem evangélico que não vai na igreja, tem evangélico que não toma mais a ceia, tem evangélico que não ora mais nas horas de acordar, comer e dormir. Tem evangélico que passa no farol vermelho, tem evangélico que entra na contramão, tem evangélico que estaciona em local proibido e tem evangélico que compra CD e DVD piratas. Tem evangélico que pirateia CD e DVD pra ganhar uma graninha, tem evangélico que dispõe na internet músicas dos tais artistas cristãos que querem vender muitos CDs. Tem evangélico que dá cheque sem fundo, tem evangélico que vende e não entrega e tem evangélico que sonega imposto. Mesmo crendo na Bíblia e seus profetas, não confio mais nos profetas modernos. Eles falam que num culto com um monte de velhinhos e velhinhas, tem gente sofrendo de dor nas costas, nos olhos, nos ossos e com dificuldade de respirar. Eles dizem nos encontros de jovens que Deus está mostrando vários casais se formando ali. Os profetas modernos, no rádio e na televisão, dizem que tem gente que vai receber uma quantia inesperada de dinheiro para saldar as dívidas. Os profetas modernos dizem que Deus sempre vai dar 100 vezes mais, independente de quanto o necessitado contribua para o “ministério” do tal profeta. Não confio mais nos profetas, pois a maioria deles começa dizendo que “grande é esse mistério”. Ora, se é mistério e tem um profeta diante de mim, por que ele não revela o tal mistério. Isso me faz lembrar uma personagem do Jorge Amado! Mesmo sendo uma pessoa cheia de fé, não confio mais em nada!!! A partir de agora vou confiar mais na Palavra de Deus. E ela me diz “Maldito o homem que confia no homem”.

Marcos David Muhlpointner
Biólogo pela Univ. Mackenzie e professor de Ciências e Biologia em colégios particulares de São Paulo. Membro da Comunidade de Jesus - São Bernardo do Campo, exercendo os ministérios de música e de pregação. Faz palestras sobre bioética, ciência e fé e atualmente está preparando um livro sobre Bioética à luz da Bíblia.

Extraído de http://www.provoice.com.br/artigos-diversos/mm18-naoconfio.htm <http://www.provoice.com.br/artigos-diversos/mm18-naoconfio.htm>

 

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Olha a língua!

Uma psiquiatra norte-americana, afirmou recentemente que as mulheres falam muito mais que os homens. Segundo ela, as mulheres falam cerca de vinte mil palavras por dia e os homens, sete mil. Já ouvi dizer que as mulheres falam mais porque têm que repetir duas vezes tudo que dizem para os homens - ou porque eles não ouviram ou porque não entenderam – mas não acho que isso seja verdade.  No entanto, o nosso problema não é o quanto se fala, mas o que se fala. Nossas palavras são um veículo maravilhoso. É falando que nos comunicamos e nos aproximamos de outras pessoas, a ponto de construir relacionamentos que podem durar uma vida toda. Através das palavras ensinamos o que sabemos e fazemos perguntas que nos ajudam a aprender. As palavras curam o coração e a alma daquele que sofre ou se sente  sozinho, abandonado, frustrado. Ao falar podemos agradecer, elogiar, encorajar, louvar a Deus. Palavras mal-faladas, por outro lado, podem ter um resultado desastroso. Elas podem machucar, deprimir e  destruir a vida de uma pessoa. Relacionamentos de uma vida inteira podem simplesmente acabar em função de uma conversa mal conversada. As palavras mal-faladas podem destruir a reputação, a família, a carreira e o próprio futuro de alguém. Daí vem a palavra ‘maldição’, que significa dizer o mal. A boca fala do que o coração está cheio. Assim como uma fonte não consegue fazer jorrar água doce e água salgada ao mesmo tempo, as palavras revelam a qualidade do que está dentro de nós. Precisamos cuidar do que é que tem alimentado a nossa mente e o nosso coração – mas este talvez seja tema para outra reflexão. Existe muita responsabilidade no abrir dos nossos lábios. Antes de dizer algo para alguém ou a respeito de alguém deveríamos fazer algumas perguntas: porque vou dizer isso?  Qual é o meu objetivo com esta fala? Esta é a pessoa certa para ouvir o que vou dizer? Este é o momento certo para falar? Este é o lugar certo para se ter esta conversa? Este é o tom certo? Estas são as melhores palavras para eu usar? Muitos reclamam da nossa cidade, que tal darmos sugestões práticas para melhorá-la? Nos vemos sempre criticando os governantes, mas qual foi a última vez que oramos por eles? O que dizer daqueles que falam da vida alheia em conversinhas nos cantos... por que não empregar esse tempo e estas conversas em algo mais produtivo? Ao invés de espalhar o problema do seu próximo, que tal se aproximar dele para ajudar? É comum ouvir expressões como ‘essa loja acaba de abrir, mas como as outras logo vai fechar. Aqui nada vai para frente’. Que tal substituir isso por ‘que bom ver mais alguém investindo em nossa cidade, que Deus abençoe essa iniciativa e que ela seja muito bem sucedida’. ‘A língua tem poder sobre a vida e a morte; os que gostam de usá-la comerão do seu fruto’ é o que está escrito no livro de Provérbios (18:21). Ao refletir melhor sobre nossas palavras podemos gerar vida em nossos relacionamentos, famílias, negócios e na nossa querida cidade como um todo. Diariamente homens tem sete mil oportunidades de plantar boas sementes. As mulheres são privilegiadas e têm muito mais: vinte mil. Com certeza teremos ótimos frutos para colher!

Milton Lucas

PS: você pode falar mal ou falar bem do que leu postando seu comentário

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O Reino de Deus nos faz pessoas melhores

Pessoa deriva do latim ‘persona’. Persona era o nome da máscara que os atores do teatro grego usavam. Sua função era tanto dar ao ator a aparência que o papel exigia, quanto amplificar sua voz, permitindo que fosse bem ouvida pelos espectadores. A palavra é derivada do verbo personare, ou "soar através de". O nosso afastamento de Deus nos despersonalizou: deixamos de soar o som de Deus. Isso explica o pecado, maldade, malícia, egoísmo, inveja etc. Isso explica porque o mundo de tornou o que é agora. Ao nos reconectarmos com Deus, através de Jesus, estamos nos tornando pessoas de novo. Estamos nos tornando aquilo que seremos por toda a eternidade. A vida de Jesus em mim me torna a pessoa que Deus planejou que eu fosse. João fala que nos tornamos filhos de Deus e portanto passamos a compartilhar sua natureza. Gálatas 5.22 diz que passamos a dar o fruto do Espírito. O Reino entre nós nos torna alegres, pacíficos, amáveis, fieis, sensatos (domínio próprio), enfim, cheios de amor. Paulo fala em sermos formados, conformados e transformados à imagem de Jesus. Para os coríntios, Paulo fala que nascemos de novo! Tudo se faz novo! Ao escrever suas cartas Paulo ensina aos seus discípulos que o Reino de Deus entre nós deve nos fazer melhores pais e melhores filhos, melhores maridos e esposas, melhores patrões e melhores empregados, melhores governantes e melhores governados, melhores cidadãos. O Reino de Deus em nós nos limpa, nos purifica, nos cura. O Reino de Deus em nós nos enche de fé, esperança e amor. O Reino de Deus em nós nos faz pessoas mais saudáveis. O Reino de Deus em nós prolonga os nossos dias. O Reino de Deus em nós nos faz mais bonitos e atraentes. O Reino de Deus nos faz pessoas mais educadas e sociáveis. O Reino de Deus em nós nos amadurece, nos aperfeiçoa e nos faz crescer. O Reino de Deus entre nós nos faz pessoas melhores porque deixamos de governar nosso própria vida e ele passa a fazê-lo. Venha a nós o teu Reino! Mt 6.10

Milton Lucas

O Reino entre nós retratado na vida de Jesus

A vida de Jesus é um retrato de como o Reino de Deus afeta todas as áreas da nossa vida. Em Lucas 2.52 ao falar da sua adolescência, lemos que ele ia crescendo em sabedoria (área mental), em estatura (área física), em graça diante de Deus (área espiritual) e diante dos homens (área social). Ao ter Jesus morando em nós,  temos sua vida agindo na nossa e precisamos também crescer, em todas estas áreas.  A verdade de Deus é libertadora, traz vida, desenvolvimento e crescimento. Temos idéias erradas a respeito de quem nós somos (coração enganoso), as pessoas tem idéias e expectativas erradas a respeito de nós (temor do homem) e o  mundo ao nosso redor tenta nos impor uma identidade (forma do mundo). Precisamos nos lembrar de Jesus ao ser batizado. Ele ouviu a voz do Pai (Mt 3.17) e isso lhe comunicava que era o filho amado do Pai (identidade), que era  importante por quem era e não no que tinha feito (valor) – aliás ainda não tinha feito nada ministerialmente falando – e que fora criado para honrar o nome do meu Pai e fazer sua vontade (propósito). O que era verdade para Jesus é verdade para cada um de nós também. Só em Deus eu encontro identidade, valor, propósito e portanto, realização. Jesus é o retrato da humanidade debaixo do governo do Reino de Deus! Venha a nós o teu reino! Mt 6.10

Milton Lucas

O Reino entre nós

Jesus nos ensinou orar ‘Venha o teu reino’. O Reino de Deus era o foco da vida e do ministério de Jesus. Existem várias definições que seja este Reino de Deus, mas a minha preferida é que ele ‘é a resposta total de Deus à necessidade total do homem’. Somente o Reino de Deus é capaz de atender às necessidades integrais do homem. ‘O que aconteceria se nossas vidas, famílias, comunidades e nações se, num piscar de olhos, o reino de Deus se manifestasse em sua plenitude?’ é a pergunta feita no livro ‘O Reino entre nós’ de Mauricio Cunha e Beth Wood, publicado pela Editora Ultimato. Não há como nos envolvermos com o Reino de Deus e continuarmos vivendo a mesma vida. Receber o reino é devolver a Deus o seu governo sobre tudo. É fato que existe uma manifestação total do reino que só vira no futuro, quando o Rei voltar e que vivemos hoje o ‘agora mas ainda não’ desse reino. No entanto, essa ‘imperfeição’ nos nos isenta de ansiar e trabalhar pelo reino aqui e agoraDeus deseja expandir o seu reinoEle nos deseja envolvidos com a construção daquilo que vai permanecer eternamentePoderia haver um projeto mais relavante para investirmos nossas vidas? Deus quer mesmo o seu reino entre nós. E nós que também queremos, oramos como ele Jesus nos ensinou  ‘Venha o teu reino’ Mt 6.10

Milton Lucas

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Comunidade Vineyard põe mãos à obra na creche

O feriado do dia 15 de novembro não foi de folga para os membros da Comunidade Vineyard. Dezenas de voluntários passaram o dia todo prestando serviço comunitário numa das mais tradicionais entidades da cidade, a Creche e Berçário Jamile H. Maluf, através do projeto Mãos à obra. Além dos serviços de pintura, manutenção e limpeza do prédio da creche – feito com recursos doados pelos próprios voluntários – o programa incluiu uma série de outras atividades para as crianças e pais atendidos pela entidade. Durante todo o dia as crianças receberam pipoca e suco. No final da tarde, pais e filhos desfrutaram um delicioso cachorro-quente. Teatro, música, dança, jogos e brincadeiras divertiram as crianças, enquanto aprendiam noções básicas de higiene e saúde com profissionais como dentistas e enfermeiros. Os pais tiveram palestras sobre saúde, higiene, educação sexual, planejamento familiar, amamentação e uma série de outros assuntos. Também foram oferecidos atendimentos gratuitos de advogado, psicóloga, fonoaudióloga e assistente social. Até na área de beleza houve investimentos, com o corte gratuito de cabelos, que lotaram o salão de beleza improvisado. Na mesma sala pais e filhos também ganharam serviços de manicure. ‘A fé cristã se resume em amar a Deus de todo coração e amar o próximo, como amamos a nós mesmos’ diz Milton Lucas, pastor da comunidade. ‘Através do projeto Mãos à obra nosso objetivo é colocar nossa fé em ação e desta vez escolhemos fazer isso colaborando com uma entidade importante como a creche’, completa. A diretoria da creche, representada pela presidente Brígida Martinão e pela coordenadora Silvia Zuim acompanhou todas as atividades. ‘A creche é uma entidade sem fins lucrativos, mantida com recursos públicos. Agradecemos de todo coração esta iniciativa em prol das nossas crianças e de seus pais’, foram as palavras da presidente para os voluntários do projeto. O projeto Mãos à Obra da Comunidade Vineyard já está mobilizando os membros da igreja para levantar cestas básicas que serão oferecidas à famílias carentes no Natal.

Confira as fotos clicando aqui http://www.flickr.com/photos/14822866@N02/sets/72157603211983559/show/

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A vida cristã normal: andar no Espírito

Se a salvação não é obra nossa, a vida cristã também não. É o que Paulo afirma em Romanos 8.1-17. Foi Deus quem nos libertou do domínio do pecado e é ele quem nos comunica uma nova vida: a sua. Não há razão para trabalhos forçados – leia-se religião – neste novo relacionamento. É impossível fazer a vontade de Deus com base na nossa própria força. Para Paulo o espírito humano está adormecido ou morto enquanto não é trazido a vida pelo Espírito de Deus. Dai, andar ‘segundo o espírito (pneuma)’ implica na ação do espírito humano em resposta à orientação do Espírito divino. Não se trata de um impulso esporádico, mas de uma experiência habitual do crente. Nos tornamos filhos de Deus, agora compartilhamos de sua natureza dentro de nós ‘Não sou mais eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim’ Gálatas 2.20. Nos tornamos filhos de Deus, o Espírito do Senhor veio habitar (morar) dentro de nós e ele injeta em nós a sua própria vida. O conflito interno entre as duas naturezas – carne e Espírito - continua, mas onde o Espírito tem controle a carne tem que recuar. Santificação é primariamente obra de Deus (1 Ts 5.23; Fp 2.13; Hb 13.20) e é cumprimento das profecias do Antigo Testamento (Jeremias 31.33 e Ezequiel 36.26) que falam de uma nova mente e um novo coração que seriam comunicados a um novo povo de Deus. A vida cristã normal é vivida através do Espírito Santo. Ela implica em SABER (revelação), CONSIDERAR (fé), OFERECER-SE (consagração), mas só se torna realidade quando ANDAMOS NO ESPÍRITO. ‘A primeira obra do Espírito é capacitar os homens a entenderem a obra divina redenção .. ele habita no crente, capacitando-o a viver segundo o Espírito’ diz George E. Ladd. O comentarista F.F. Bruce sentencia ‘A santidade cristã não consiste na penosa conformidade com preceitos particulares de um código externo de leis. É antes uma questão do Espírito Santo produzir seu fruto na vida do crente, reproduzindo aquelas graças que só se viram com perfeição na vida de Cristo’ Mãos à obra! Aos indecisos a respeito de Jesus, há uma decisão a tomar: crer e receber Jesus como Senhor de sua vida e assim ganhar o direito de se tornar filho de Deus (João 1.12). Aos já decidos por Jesus, existe outra decisão a tomar: não satisfazer os desejos da carne, andando no Espírito (Gálatas 5.16). Você que já á habitação do Espírito Santo deve seguir a orientação de Paulo e constantemente deixar-se encher pelo Espírito (Efésios 5.18) e assim vivamos a vida cristã verdadeira. Este é o caminho da graça. Este é o caminho do Senhor!

Milton Lucas

(sinopse do ensino no culto do último domingo)

terça-feira, 6 de novembro de 2007

A ceia do Senhor é uma festa entre amigos


A igreja primitiva celebrava o ágape (festa do amor) junto com a ceia do Senhor (cf. 2 Pe 2.13; Jd 12). Talvez a refeição fosse algo semelhante às que até hoje fazemos com grupos de amigos. No bom estilo grego, traziam alimentos para todos participarem. Assim como a Festa da Páscoa era uma refeição comemorativa (Êxodo 12.14) assim também a ceia do Senhor é rememorativa, relembrando e ilustrando a morte de Cristo a favor dos pecadores. A pessoa deve averiguar a atitude do coração, suas ações e como entende o significado da ceia, de modo que a ceia - debaixo da vontade de Deus -venha a ser um meio espiritual de graça.

Fonte: Comentários da Nova Versão Internacional da Bíblia em 1 Coríntios 11.17-33

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A vida cristã normal: oferecer-se


Quem não se identifica com Paulo no capítulo 7 de Romanos? 'Que miserável eu sou! Não consigo fazer a coisa certa, que quero, mas estou sempre fazendo a coisa errada, que não quero!' (paráfrase minha).
Nos identificamos tanto, que alguns usam o apóstolo como desculpa para seus constantes erros, afinal, somos humanos, falhos e nem o próprio Paulo conseguia acertar sempre. No entanto, deveríamos observar melhor o que ele está dizendo.
Logo em seguida Paulo diz 'Mas graças a Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor' pois com minha mente sou escravo da Lei de Cristo, apesar da minha carne ser escrava da lei do pecado. Ao afirmar a realidade do pecado em sua vida, Paulo também celebra a nova lei que opera em sua vida também.
Nos versos 13 e 14 de Romanos 6 Paulo nos exorta a oferecermos nossos corpos - leia-se todas as capacidades humanas que temos - a Deus, como instrumentos de justiça. Ele nos lembra que o pecado não nos dominará mais, pois estamos debaixo da graça e não mais da Lei.
A Lei nos condenava, nos expunha, nos mostrava o quão ruim nós somos, mas não resolvia nosso problema. A graça que nos foi dada por Jesus Cristo é diferente, ela nos perdoa, nos transforma e nos capacita a viver a nova vida que temos em Deus.
Ao nos convidar para nos oferecermos a Deus, Paulo nos convida a nos colocarmos à disposição de Deus, ao seu serviço. É o mesmo convite que ele faz lá na frente nesta mesma carta em Romanos 12.1 e 2: 'Irmãos, pelo amor de Deus, em vista de tudo que eu falei até aqui, coloquem toda a vida de vocês ao serviço de Deus, pois é este o culto que Ele espera. Não tomem a forma do mundo ao seu redor, mas permitam que Ele transforme as suas vidas, começando pela sua mente. Só assim vocês vão experimentar a vontade de Deus para vocês' (paráfrase minha)
Mas cabe aqui reforçar que não se trata de colocarmos sobre nós uma nova lei para que a cumpramos. Trata-se sim de nos deixarmos inundar pela graça de Deus. Só ela nos capacita a viver a vida do Reino.
Talvez agora a foto acima faça sentido. Imagine que este Caminho da Graça seja como aprender a andar de bicicleta. Apesar da tentação de mantermos as rodinhas - a Lei - temos que confiar no nosso Pai que caminha ao nosso lado nos ensinando a andar da forma dele. Mas para isso precisamos nos colocar à sua disposição e permitir que ele nos guie, nos mova, nos ensine. Sem as rodinhas é bem provável que caíamos alguns tombos, mas mesmo assim ele vai estar lá para nos levantar, nos limpar e nos encorajar a continuar tentando. Mas nosso Pai parece ter prazer nos nossos erros, quando eles são tentativas de acertar.
Vida cristã normal é a graça de oferecermos nossas vidas a Deus todos os dias, todos os momentos.

Milton Lucas


(síntese da palavra do último domingo na comunidade)